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NOSSA PÉROLA DO MARAJÓ
Minha cunhada Lucilene Daher, nós tínhamos ainda tantos assuntos para conversarmos, principalmente sobre o futuro de nossos filhos. Mas você fez uma viagem, onde todos não podem lhe acompanhar, foi uma viagem arrebatadora para outro lado da vida, sem nenhum aviso, apenas um adeus, mas sem despedidas.
Mas é claro, o final de uma vida sempre se processa assim dessa maneira e nos deixam a procurar as respostas no mais íntimo de nossas almas. É lógico que nunca as encontramos, apenas criamos forças para sustentar e tentar compreender essa passagem vital para vida espiritual.
Mas nesse trâmite de angustia e dor, vivido por nós desde a tua partida, tem sido incompreensível e amargoso, mesmo com os tantos pensamentos fluindo para o bem aceitável, dos quais nosso Pai ( Deus) nos ensinou a compreender, sobre uma perda de uma pessoa muito amada.Confesso têm sido difícil para nós, darmos novamente os primeiros passos nessa caminhada na vida, principalmente sem a presença de Lucilene ao nosso lado, a nossa cunhada tão amada e querida  amiga.
Lembro-me Luciene, de tuas vitórias e derrotas, dentre todas, jamais em   algum momento ficaste triste, pelo contrário, sempre desprendia aquele teu sorriso mais lindo e meigo que  era só teu e de mais ninguém . Era o normal de Lucilene, quando enfrentava os seus problemas.
Mas ela parecia omitir algo entre nós. Talvez, já sabia de tua tarefa designada por Deus aqui na terra, de sempre ajudar os outros, de contemplar a vida sempre com sorrisos largos, mesmo nas derrotas mais difíceis, sempre abraçar a bondade para todos e aqueles dos quais mais solicitaram sua ajuda. Tudo isso, foi cumprido por ti minha cunhada e Deus lhe deu seu pedacinho de céu, nessa tão curta trajetória de sua vida.
Porém, os que ficaram aqui na terra, ainda navegam numa imensidão de mar de lágrimas e saudades, por não mais, desfrutar de teu amor, teu carinho e dos mais longos abraços apertados, aqueles que pareciam não ter fim. Mas Infelizmente teve. Então, peço mil perdões ao meu Deus. Poxa! Como adoraria ter sempre Lucilene, bem pertinho de mim.
    

QUINHASSILVA
Enviado por QUINHASSILVA em 15/11/2011


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