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                                        A FORÇA DO PERDÃO
É evidente que existem amores profundos, grandiosos, sem pesos e medidas. Amores verdadeiros, tratados com carinhos, respeito, zelo e atenção. Mas de repente se percebem ameaçados, porque exigem e reclamam. Deixam de compreender uns aos outros e passam a cobrar mais do que atendem. Enchem-se de razão. E aí mora o perigo. Porque a razão é desarmônica ao amor e quem a tem lhe dá o direito de exigir, invocar faculdades em horas erradas, às vezes, em locais de ausência de romantismo. Então, ouso-me comentar com todo respeito. Não devemos desambientar do romantismo. A história conta sobre o romantismo que veio para ficar e levantar a paz nesse mundo cada vez mais conturbado. E quando encontramos amor em outro, libertamos a criança esquecida no mais intimo d’alma, nosso potencial espiritual faz-nos enfrentar barreiras e derrubar muros de opiniões alheias. Mas como assim? Dizia um fulano (a) ao casal: “teu namorado agiu mal com você”. Mas como essa tal pessoa poderia conhecer seu amor melhor do que você? Contudo há certas situações limites em que a razão prevalece acima de tudo. Todavia, julgar ética, valores morais, cabe aos mais entendidos. Ressalto, apenas, em perdoar e ser perdoado. Isso é sábio. Pedir perdão e ser perdoado requer humildade, sem haver melindre de quem perdoa e esquecer a quem ofendeu. Assim sendo galgamos mais um degrau rumo ao amor, mesmo que finde o relacionamento entre a pessoa que amamos. Por isso se não houver perdão, não haverá amor verdadeiro e duradouro. Então sofremos no íntimo da alma, por não compreendermos a natureza da palavra perdão. Uma história abaixo ilustra a falta do perdão. Não me amavas, mas mentias! E quando esperei de ti uma só palavra, um só gesto, um olhar sentindo, naquele momento, o feio se tornaria lindo, é lógico que te perdoaria e ficaria feliz. Seria o ponto final. Afinal ser diferente de nada mudaria. Mas não houve um olhar, nem um vago tremor de voz, simplesmente ficaste fria, totalmente fria. Então parti. Por muito tempo fui um naco de sol sentindo frio, que me levou ao léu, sem destino, e por longo tempo me esvanecia aos pés de um piano que cantava úmido. Vinha outrora trazendo recordações tua. Hoje, retorno e falas de amor e me entregas as mãos num gesto de carinho. Não...Não aceito.Porque, se fosse amor verdadeiro, ele nos encaminharia pela vida juntos e nos guiaria.Agora, de certo sabes que não posso te dar seja o que for, nem mesmo um aperto de mão. Porque quem há de sonhar e lembrar dizia uma só palavra: PERDÃO.
QUINHASSILVA
Enviado por QUINHASSILVA em 29/09/2019
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